terça-feira, 3 de maio de 2011

Liberdade Religiosa está Ameaçada no Brasil


Antropóloga diz que liberdade religiosa está ameaçada no Brasil

    Antropóloga Débora Diniz afirma que o Estado está sendo questionado na Justiça por tentar privilegiar o ensino católico nas escolas públicas e que livros didáticos associam os ateus aos nazistas
    O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Débora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atua­ção como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Débora é autora de oito livros.
    O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Débora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”
 O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?
DEBORA DINIZ -Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.
 O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?
DEBORA DINIZ -Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.
 As escolas viraram igrejas?
DEBORA DINIZ -As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das reli­giões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.
É possível haver ensino religioso sem ser proselitista?
DEBORA DINIZ -É. A resposta de São Paulo foi defini-lo como a história, a filosofia e a sociologia das religiões.
São Paulo seria o melhor exemplo de ensino religioso no País?
DEBORA DINIZ -No que diz respeito ao decreto estadual, segundo o qual o ensino não deve ser confessional, sim. Mas se é o melhor exemplo na sala de aula, não temos pesquisas no Brasil para afirmar isso. A LDB diz que a matrícula é facultativa. Então, também devemos perguntar: o que a criança faz quando não está na aula de religião?
O ensino religioso, da forma como está configurado, é uma ameaça à liberdade religiosa?
DEBORA DINIZ - É. Quanto mais confessional for a regulamentação dos Estados, quanto mais os concursos públicos forem como o do Rio – em que o indivíduo tem de apresentar um atestado da comunidade religiosa a que pertence e, caso mude de religião, perde o concurso –, maior é a ameaça. A liberdade religiosa está ameaçada no País e a justiça religiosa também.
Há uma tentativa de privilegiar uma ou outra religião?
DEBORA DINIZ -Quase todos os Estados se apropriam do que aconteceu no Rio, nominando as religiões dos professores. No Ceará, por exemplo, o professor tem de ter formação em escolas teológicas. Mas religiões afro-brasileiras não têm a composição de uma teologia formal. Essa exigência privilegia os católicos e os protestantes.
Por que o MEC não define o conteúdo do ensino religioso?
DEBORA DINIZ -Há uma falsa compreensão de que o fenômeno religioso é um saber para iniciados, e não para especialistas laicos. Também há um equívoco sobre o que define o pacto político num Estado laico. O fenômeno religioso não é anterior ao fato político. Religião não pode ter um status que não se subordine ao acordo constitucional e legislativo. Isso é verdade em algumas coisas, tanto que o discurso do ódio não é autorizado. O debate sobre a criminalização da homofobia causa tanto incômodo às comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão. Não se poderá dizer que ser gay é grave perversão, como algumas fazem atualmente.
Os livros didáticos dizem...
DEBORA DINIZ -Dizem porque há essa lacuna de regulação e de fiscalização. Há uma subordinação do nosso pacto político ao fato religioso. O que é um equívoco. Também há uma falsa presunção de que o saber religioso não possa ser revisado. O MEC tem um painel em que todas as controvérsias científicas são avaliadas por uma equipe que diz o que pode e o que não pode entrar nos livros didáticos. A despeito de pequenas comunidades no campo da biologia dizerem que criacionismo é uma teoria legítima sobre a origem do mundo, o filtro do MEC diz que criacionismo não é ciência. Por que, então, o MEC não define o que pode entrar nos livros de ensino religioso e os parâmetros curriculares?
O que os livros didáticos de religião pregam?
DEBORA DINIZ -Avaliamos 25 livros didáticos de editoras religiosas e das que têm os maiores números de obras aprovadas pelo MEC para outras disciplinas. Expressões e valores cristãos estão presentes em 65% deles. Expressões da diversidade cultural e religiosa brasileira, como religiões indígenas ou afro-brasileiras, não alcançam 5%. Muitas tratam questões como a homofobia e a discriminação contra crianças deficientes de uma maneira que, se fossem submetidas ao crivo do MEC, seriam reprovadas. A retórica sobre os deficientes é a pior possível. A representação simbólica é de quem é curado, alguém que é objeto da piedade, que deixa de ser leproso e de ser cego. É a do cadeirante dizendo obrigado, num lugar de subalternidade.
A submissão ao sagrado é estimulada?
DEBORA DINIZ -É uma submissão ao sagrado, à confessionalidade. Mas a confessionalidade não se confunde com o sagrado. O sentido do sagrado pode ser explicado. No caso do “Alcorão”, é possível explicar que a escrita tem relação com a história do islamismo. Não precisamos de livros que violem o sagrado, que digam que Maria não era virgem. Mas eles não precisam se submeter à confessionalidade, dizer que há só uma verdade.
Há um estímulo ao preconceito e à intolerância nos livros?
DEBORA DINIZ -Sem dúvida. Há a expressão da intolerância à diversidade – das pessoas com deficiência, da diversidade sexual e religiosa, das minorias étnicas. Há, também, uma certa ironia com as religiões neopentecostais.
A ideia da supremacia moral dos que têm religião é defendida?
DEBORA DINIZ -É. Há equívocos históricos e filosóficos, como a associação de ­Nie­tz­s­che ao nazismo. As pessoas sem Deus são representadas como uma ameaça à própria ideia do humanismo. É muito grave a representação dos ateus. Isso pode gerar desconforto entre as crianças cujas famílias não professem nenhuma religião. Já que, nos livros, elas estão representadas como aquelas que mataram Deus e associadas simbolicamente a coisas terríveis, como o nazismo.
As aulas facultativas podem se tornar uma armadilha?
DEBORA DINIZ -Sem dúvida. A criança terá de explicar suas crenças, o que deveria ser matéria de ética privada. Pior: ao sair da aula com um livro como esse, as crianças talvez tenham de explicar por que não têm Deus.
Não há reflexões históricas sobre o significado das religiões?
DEBORA DINIZ -Nenhuma. Há uma enorme dificuldade de nominar as comunidades indígenas como possível religião. Elas possuem tradições e práticas religiosas ou magia. No caso das afro-brasileiras, também se fala em tradição.
O que levou o Estado a proteger o ensino religioso na Constituição?
DEBORA DINIZ -Foi uma concessão a comunidades religiosas numa disputa sobre o lugar de Deus e da religiosidade na Constituição. A religião foi mantida no que caracterizaria a vida boa e a formação da cidadania. Isso é um equívoco. A religião pode ser protegida pelo Estado, mas não no espaço de promoção da cidadania que é a escola.
ISO ensino religioso está ganhando ou perdendo espaço no mundo?
DEBORA DINIZ -Essa é uma controvérsia permanente. Nos Estados Unidos, um país bastante religioso, não está na escola pública. Na França, o país mais laico do mundo, também não. Exceto na região da Alsácia-Mosele. Na Bélgica e no Reino Unido está. Esses países hoje enfrentam com muita delicadeza a islamização de suas sociedades. Na Alemanha, grupos islâmicos já começaram a exigir o ensino de sua religião nas escolas públicas.
Mas na França também há o outro lado, de proibirem vestimentas...
DEBORA DINIZ -Esse é o paradoxo que a França enfrenta neste momento, sobre como respeitar o modelo da neutralidade. A lei do país proíbe símbolos religiosos ostensivos nas escolas públicas – cruz grande, solidéu, véu. O que o outro lado vai dizer? Que isso viola um princípio fundamental, que é a expressão das crenças individuais estar no próprio corpo.
Quais são os desafios do ensino religioso no Brasil?
DEBORA DINIZ -São gigantescos e podem ser divididos em três esferas. Uma é a esfera legal. O ensino religioso está sob contestação nos foros formais do Estado: no Supremo, no MEC e no Ministério Público Federal. Além de a lei do Rio de Janeiro estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008.
E do que trata esta ação?
DEBORA DINIZ -Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso na escola pública seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional. Estamos falando da estrutura da democracia. Segundo o ministro Celso de Mello, em toda a história do Supremo, só tínhamos tido uma ação que tocava na questão da laicidade do Estado. Isso foi nos anos 40. Agora, temos pelo menos duas. A segunda esfera é como o ensino religioso pode ou não pode ser implementado. O MEC precisa definir quem serão os professores, como serão habilitados e quais conteúdos serão ensinados. A terceira esfera é a sala de aula, a garantia de que vai ser um ensino facultativo e de que o proselitismo religioso será proibido.
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terça-feira, 12 de abril de 2011

Ser Pregador de Verdade não é nada Fácil


SER PREGADOR DE VERDADE NÃO É FÁCIL

Expor as Escrituras com graça de Deus não é mais suficiente.
Por: Ciro Sanches

Ser pregador de verdade não é nada fácil, sobretudo nesses últimos dias em que a pregação deixou de ser uma simples exposição da Palavra de Deus. Para agradar, o pregador deve ser espetacular, literalmente. Versátil, precisa “cativar a plateia”, “ganhar o público”, “dominar o auditório”, como se estivesse em uma apresentação de stand-up comedy.

A definição de pregação no Novo Testamento é simples: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Co 2.4,5). Isso denota que o melhor pregador é aquele que apenas expõe as Escrituras, confiando que o Espírito Santo fará a parte que lhe cabe.

Neste novo milênio, para tristeza do Espírito Santo, não é nenhum absurdo pertencer a uma agência de pregadores — os quais são, na verdade, em sua maioria, animadores de auditório, humoristas, milagreiros, etc. Eu mesmo já recebi convites para ingressar em uma dessas agências, sobretudo através das redes sociais. Mas, quando comecei a pregar, na segunda metade da década de 1980, fiquei surpreso, ao ser abordado num púlpito, em São Paulo.

— O irmão gostaria de fazer parte de nossa agência nacional de pregadores? — perguntou-me um pastor, após uma pregação.
— Como ela funciona? — perguntei-lhe, nitidamente surpreso.
— As igrejas ligam para nós. Elas é que definem como deve ser o pregador para o seu evento: brincalhão, sisudo, etc. Até o tipo de mensagem eles determinam. E nós cuidamos de tudo. Enviamos o pregador certo e negociamos um bom cachê.

O que era, para mim, uma aberração, naquela época, tornou-se comum e corriqueiro, em nossos dias. Por isso, ser pregador, hoje, não basta. É preciso atender às preferências do povo. É necessário chamar mais a atenção para si do que para a própria mensagem. Já ouvi até irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.

Hoje, o pregador, para agradar, tem de ser um show-man. Expor as Escrituras com graça de Deus não é mais suficiente. Não se confia mais que o Espírito Santo age em conexão com uma simples exposição bíblica, como acontecia nos tempos da igreja primitiva (cf. At 1.2,16; 2.16; 4.31, etc.). O pregador de hoje tem de “fazer chover”, provocar o auditório, mandar um irmão beliscar o outro, apertar a sua mão até que ele diga “Aleluia”, etc.

Povo de Deus, pastores, pregadores, será que precisamos mesmo ser artistas, vestirmo-nos como astros e sermos hábeis em agradar um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter? É isso mesmo que o Senhor quer ver em nós? Não! Precisamos voltar a priorizar a simples exposição da Palavra de Deus (1 Ts 1.5).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Anti-homofobia não será encerrada



Marta Suplicy consegue e lei anti-homofobia não será encerrada.

O primeiro ato da Senadora Marta Suplicy no Senado foi conseguir as 27 assinaturas necessárias para desengavetar o PLC 122, projeto de lei que quando aprovado tornará crime opiniões e atos “homofóbicos” e discriminatórios contra homossexuais no Brasil. O PLC 122 foi arquivado no dia 02 de janeiro pelo regimento do Senado, que obriga o arquivamento de todo projeto de lei que já tramite por oito anos sem ter sido votado em plenário.

O PLC 122 encontra forte resistência dos setores evangélicos do Senado e Câmara dos Deputados. Além das 27 assinaturas, é necessário que o PLC 122 ganhe nova relatoria, já que Fatima Cleide, que era a relatora do Projeto de Lei, não foi reeleita. Marta Suplicy deve assumir essa função. Estes atos fizeram parte de sua promessa de campanha.

De forma apressada a senadora já conseguiu o número mínimo necessário de assinaturas para desarquivar o projeto. Ela teria 30 dias, segundo o regimento da casa, mas conseguiu todas as assinaturas em apenas um dia. Na noite desta quinta-feira, 3, ela apresentou as assinaturas para a Mesa diretora e pediu seu desarquivamento.

Próximo passo
Eleita vice-presidente da casa, Marta disse que a discussão sobre essa lei será feita “sem pressa e com amplo espaço para o contraditório. Suplicy, que mal assumiu seu cargo no Senado, já anunciou que estaria disposta a assumir a relatoria do PLC 122, justificando a importância do texto. Segundo a política, a questão é “proteger uma parcela da população que vive sob ameaça”.

Uma vez desarquivado, o projeto volta para a Comissão de Direitos Humanos do Senado, onde tramitava antes de ir para a gaveta. Caso aprovado, ele segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser submetido à votação em plenário.

Fonte: julio Severo
Site: www.106fmgospel.com.br 26/02/11

JEAN PROMETE DEFENDER CAUSA LGBT



EX-BBB FAZ 1º DISCURSO NA CÂMARA E DEFENDE CASAMENTO GAY
24 DE FEVEREIRO DE 2011
AGORA DEPUTADO, JEAN PROMETE DEFENDER CAUSA LGBT

O EX-BBB JEAN WYLLYS (PSOL-RJ) FEZ NESTA QUINTA-FEIRA SEU PRIMEIRO DISCURSO COMO DEPUTADO FEDERAL. NA TRIBUNA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, COM UM SÍMBOLO COM AS CORES DO MOVIMENTO LGBT (LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E TRANSGÊNEROS) NA LAPELA, FALOU DE SUA HISTÓRIA DE VIDA, EXCLUINDO A PARTICIPAÇÃO NO REALITY SHOW BIG BROTHER BRASIL. ENTRE SUAS PRIORIDADES NO CONGRESSO NACIONAL, O DEPUTADO CITOU A LEGALIZAÇÃO DO CASAMENTO CIVIL ENTRE HOMOSSEXUAIS.

JEAN WYLLYS DISSE QUE ESTÁ REESTRUTURANDO A FRENTE PARLAMENTAR PELA CIDADANIA LGBT E QUE BUSCA ASSINATURAS PARA UMA PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL QUE ASSEGURE O DIREITO DOS HOMOSSEXUAIS AO CASAMENTO CIVIL. AFIRMOU AINDA ESPERAR QUE SUA HISTÓRIA MOSTRE ÀS MINORIAS QUE "TODO CIDADÃO TEM DIREITO A PARTICIPAR DAS POLÍTICAS QUE AFETEM SEU BEM-ESTAR".

"DURANTE A CAMPANHA ELEITORAL EU DISSE QUE O NORTE DO MEU MANDATO SERIA A PROMOÇÃO DA JUSTIÇA SOCIAL E A DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS, O QUE INCLUI A DEFESA DOS DIREITOS DAS MULHERES, DAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES, IDOSOS, NEGROS, ADEPTOS DAS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA, E A DEFESA DOS DIREITOS E LIBERDADES CIVIS DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS QUE VEEM EM MIM O SEU PRIMEIRO REPRESENTANTE LEGÍTIMO NO CONGRESSO NACIONAL"

DURANTE O DISCURSO DO DEPUTADO JEAN WYLLYS, A SESSÃO DA CÂMARA ERA PRESIDIDA PELO DEPUTADO LUIZ COUTO (PT-PB), PADRE LIGADO AOS MOVIMENTOS SOCIAIS. AO FINAL DO PRONUNCIAMENTO, COUTO RESSALTOU QUE A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS "É DE TODOS“.

AOS JORNALISTAS, LOGO APÓS O DISCURSO, O EX-BBB VOLTOU A DEFENDER O CASAMENTO CIVIL ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO. "NÃO ESTAMOS TRATANDO DE MATÉRIA RELIGIOSA. QUANDO AS PESSOAS CONFUNDEM A OPINIÃO PÚBLICA CONFUNDINDO CASAMENTO O CIVIL COM O RELIGIOSO, ELAS QUEREM SOLAPAR A CIDADANIA DAS MINORIAS. NÃO ESTAMOS PLEITEANDO O CASAMENTO COMO SACRAMENTO EM NENHUMA IGREJA, NEM NA IGREJA CRISTÃ CATÓLICA NEM NA IGREJA EVANGÉLICA. ESTAMOS PLEITEANDO UM DIREITO CIVIL QUE DEVE SER ASSEGURADO A TODO MUNDO", DISSE.

O DEPUTADO DO PSOL RESSALTOU QUE A AUSÊNCIA DO DIREITO NÃO IMPEDE A EXISTÊNCIA DO CASAL. "POR UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA, O DIREITO TEM QUE SER ESTENDIDO. SE NÓS PAGAMOS OS MESMOS IMPOSTOS, OBEDECEMOS ÀS LEIS, TEMOS QUE TER OS MESMOS DIREITOS CIVIS", AFIRMOU. "O CASAMENTO ASSEGURA O DIREITO DE CONSTITUIR FAMÍLIA. A GENTE TEM QUE PENSAR NA REALIDADE CONCRETA. A FAMÍLIA DO COMERCIAL DE MARGARINA NÃO EXISTE, OU EXISTE AO LADO DE OUTRAS TANTAS FAMÍLIAS", CONCLUIU.